Se você foi denunciado na Lei Maria da Penha, recebeu uma intimação da Polícia Civil, foi acusado de violência doméstica ou descobriu que existe uma investigação criminal envolvendo seu nome, é importante compreender quais são seus direitos e como funciona o procedimento.
Muitas pessoas pesquisam “fui denunciado na Lei Maria da Penha, o que fazer?”, principalmente quando recebem uma intimação para comparecer à delegacia ou tomam conhecimento de que sua ex-companheira, esposa ou namorada registrou uma ocorrência policial.
É importante esclarecer que o registro de uma ocorrência ou a apresentação de uma acusação não significa, por si só, que a pessoa investigada tenha sido condenada criminalmente.
Entretanto, dependendo das circunstâncias, a investigação poderá resultar na instauração de um inquérito policial, na aplicação de medidas protetivas e, eventualmente, no oferecimento de denúncia criminal pelo Ministério Público.
O SCHULZ ADVOGADOS, escritório localizado em Toledo–PR, presta assistência jurídica em procedimentos relacionados à Lei Maria da Penha, incluindo acompanhamento de depoimentos, investigações policiais e defesa em processos criminais.

Fui denunciado por violência doméstica. O que acontece agora?
Quando uma pessoa comunica à Polícia Civil a ocorrência de possível violência doméstica, a autoridade policial poderá adotar as providências necessárias à apuração dos fatos.
Dependendo da situação, o procedimento poderá envolver o registro de boletim de ocorrência, a coleta de declarações, a realização de diligências e a instauração de inquérito policial.
A pessoa apontada como autora dos fatos poderá ser intimada para prestar esclarecimentos.
Também poderá ocorrer a solicitação de medidas protetivas de urgência, destinadas à proteção da mulher em situação de violência.
É importante compreender que a investigação policial não equivale a uma condenação criminal, sendo assegurados ao investigado os direitos e garantias previstos na legislação.
Fui chamado para depor na Delegacia da Mulher. Preciso de advogado?
Se você recebeu uma intimação para comparecer à Delegacia da Mulher de Toledo ou a outra unidade da Polícia Civil, é importante identificar a finalidade do depoimento.
Quando a pessoa é investigada por suposta violência doméstica, o acompanhamento de um advogado criminalista pode ser especialmente importante.
O advogado poderá analisar os elementos de investigação já documentados, orientar sobre os direitos do investigado e acompanhar o depoimento.
Entre as garantias constitucionais asseguradas está o direito de permanecer em silêncio e de não produzir provas contra si mesmo.
Por isso, quem foi intimado pela polícia por causa da Lei Maria da Penha poderá buscar orientação jurídica antes do comparecimento.
Fui acusado injustamente na Lei Maria da Penha. Como me defender?
Quando a pessoa discorda das acusações apresentadas, é importante avaliar os elementos existentes e identificar quais provas podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Dependendo das circunstâncias, poderão ser relevantes:
- Mensagens de WhatsApp;
- Registros de comunicação;
- Documentos;
- Fotografias;
- Imagens de câmeras de segurança;
- Informações sobre testemunhas;
- Outros elementos obtidos licitamente.
A defesa poderá apresentar documentos, requerer diligências e utilizar os meios legais adequados para esclarecer os acontecimentos.
Entretanto, é fundamental evitar qualquer tentativa de pressionar a pessoa que realizou a denúncia ou influenciar indevidamente testemunhas.
Caso exista medida protetiva proibindo contato, essa determinação deverá ser integralmente respeitada.

Posso ser preso por uma denúncia na Lei Maria da Penha?
A existência de uma denúncia ou investigação por violência doméstica não significa que a prisão ocorrerá automaticamente.
Entretanto, dependendo das circunstâncias, poderão existir situações de prisão em flagrante ou decretação judicial de prisão preventiva, desde que preenchidos os requisitos legais.
O descumprimento de medidas protetivas também pode configurar crime e gerar consequências penais.
Por isso, quando houver investigação relacionada à Lei Maria da Penha, é importante compreender a situação jurídica e as determinações eventualmente impostas.
Minha ex-companheira me denunciou. Posso conversar com ela?
A possibilidade de contato depende das circunstâncias e da existência de restrições judiciais.
Se houver medida protetiva proibindo aproximação ou comunicação, a determinação deverá ser cumprida, inclusive em relação a mensagens, ligações e contatos por intermédio de terceiros, quando abrangidos pela decisão.
Mesmo que a pessoa investigada discorde da acusação, isso não autoriza o descumprimento de uma ordem judicial.
Eventuais esclarecimentos ou questões relacionadas ao procedimento devem ser tratados pelos meios legais adequados.
A vítima pode retirar a denúncia da Lei Maria da Penha?
A possibilidade de retratação depende da natureza do crime e das regras aplicáveis à ação penal.
Em determinadas infrações, a manifestação de vontade da vítima pode ter relevância jurídica.
Entretanto, existem crimes cuja persecução penal não depende da vontade da pessoa ofendida.
Nos casos de lesão corporal praticada em contexto de violência doméstica contra a mulher, por exemplo, a ação penal é pública incondicionada.
Além disso, eventual retratação não provoca automaticamente o cancelamento de medidas protetivas.
Por isso, é necessário analisar o enquadramento jurídico dos fatos e a fase do procedimento.
Quanto tempo demora um processo da Lei Maria da Penha?
A duração de uma investigação ou processo criminal depende de diferentes fatores, incluindo a complexidade dos fatos, a quantidade de provas, a realização de diligências e os atos processuais necessários.
Não existe um prazo único aplicável a todos os procedimentos relacionados à Lei Maria da Penha.
Também é importante esclarecer que medidas protetivas podem continuar em vigor independentemente do encerramento de uma investigação ou processo, enquanto persistir a situação de risco.
Como funciona a defesa na Lei Maria da Penha?
A defesa em procedimentos relacionados à Lei Maria da Penha poderá envolver diferentes providências jurídicas, conforme as circunstâncias do caso.
Entre elas estão:
- Acompanhamento de depoimentos policiais;
- Análise dos elementos investigativos disponíveis;
- Apresentação de documentos e provas;
- Formulação de requerimentos;
- Defesa em processo criminal;
- Análise de medidas protetivas;
- Pedidos de revisão ou revogação de medidas protetivas;
- Interposição dos recursos cabíveis.
Cada situação exige avaliação individualizada, considerando os fatos investigados e os elementos existentes.

Perguntas frequentes sobre denúncia na Lei Maria da Penha
Fui denunciado na Lei Maria da Penha. Vou ser preso?
Não necessariamente. A prisão depende das circunstâncias e do preenchimento dos requisitos legais aplicáveis.
Posso me defender antes de existir um processo criminal?
Sim. A assistência jurídica pode começar durante a investigação policial, antes do oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.
Preciso de advogado para prestar depoimento na delegacia?
A presença de advogado não é obrigatória em todos os depoimentos, mas o acompanhamento jurídico pode ser especialmente importante quando a pessoa está sendo investigada.
Posso apresentar provas para demonstrar minha versão dos fatos?
Sim. O investigado poderá apresentar elementos obtidos licitamente e utilizar os meios de defesa previstos na legislação.
Fui denunciado e recebi uma medida protetiva. O que fazer?
É necessário cumprir integralmente a decisão judicial. Caso existam fundamentos para sua revisão, o pedido poderá ser apresentado ao Poder Judiciário.
Advogado para Lei Maria da Penha em Toledo–PR
O SCHULZ ADVOGADOS, escritório localizado em Toledo–PR, presta assistência jurídica em procedimentos relacionados à Lei Maria da Penha, incluindo acompanhamento de investigações policiais, depoimentos e defesa em processos criminais.
Se você foi denunciado por violência doméstica, recebeu uma intimação da Delegacia da Mulher de Toledo ou precisa de orientação sobre uma investigação criminal, poderá buscar atendimento jurídico para análise da situação.







